Mostrando postagens com marcador Filme: Estranhos Prazeres. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Filme: Estranhos Prazeres. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Medo do apocalipse perante o imaginário cinematográfico. Parte 07



Caos.

Como atmosfera alternativa ao ambiente limpo e organizado proposto atrás, os cyberpunk surgem no seu caos noturno, sujo e ruidoso em Blade Runner, em Estranhos Prazeres, em Matrix, em Mad Max, O Livro de Eli e na resolução de tensões no filme de Steven Spielberg. A visão de um mundo futuro que vive nas trevas e em cidades pouco povoadas é uma proposta inquietante que se constitui como um dos medos previstos no imaginário profético. 
Em O Herói do Ano 2000, Matrix, Mad Max e O Livro de Eli, vivem-se o pós-apocalipse, flagelo originado por uma guerra nuclear que pôs cobro à memória do homem sobre a sua existência passada. As razões são varias, petróleo, religião, IA, guerra-fria, etc.
Em Inteligência Artificial, o apocalipse não poupa qualquer homem, qualquer mulher ou qualquer criança. Alimentando os terríveis medos projetados no cinema profético, o homem contemporâneo mutila, assim, a tímida esperança com tenta animar o imaginário trágico que caracteriza o nosso tempo. Entre a esperança e o medo – a deificação do homem.


A análise dos filmes que constituem referências para esta reflexão, permite identificar a temática da desificação do homem como recorrente no imaginário sobre o futuro.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Medo do apocalipse perante o imaginário cinematográfico. Parte 05


A Tecno-ciência

A tecno-ciência constitui­-se como uma espécie de nova escatologia, na esperança de que todas as inquietações da humanidade se resolvam com recurso às suas realizações. A realidade virtual resolve o deficit de experiência humana em Estranhos Prazeres; a genética resolve a doença física e mental em Gattaca; a criogenia e a clonagem resolvem a morte em O Herói do Ano 2000 e em Inteligência Artificial, sendo muito bem explorado em Aeon Flux e em A Ilha. O imaginário do nosso tempo é sem dúvida trágico, mas há ainda quem arrisque animá-lo com uma tímida esperança. Exorcizando velhos medos em novos cenários. 
 
Ao mesmo tempo em que se constitui como nova forma de escatologia, a tecno-ciência aparece neste imaginário como uma terrível ameaça ao agir humano. Uma dessas ameaças é a perda de controlo sobre as realizações da tecnologia, como é subentendido em Matrix. Já em Metropolis se encontrava este medo com avarias simultâneas causadas por uma má manipulação de máquinas que, produzindo fogo e fumo, precipitam o apocalipse. Em O Herói do Ano 2000, novos engenhos substituem o homem nas suas faculdades de comunicação e de aconselhamento, bem como na sua atividade sexual. Todos os seres humanos estão identificados, caracterizados e catalogados num eficiente dispositivo informático em O Herói do Ano 2000 e em Gattaca, vendo assim a sua liberdade de ação seriamente condicionada. As experiências virtuais de Estranhos Prazeres revelam­-se poderosas aliadas da malevolência humana e do crime premeditado. O Homem perde o controle sobre o cyborg, o seu filho dileto, em Metropolis, em Blade Runner e em Inteligência Artificial.

the last of us horse analisy