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terça-feira, 6 de novembro de 2012

Medo do apocalipse perante o imaginário cinematográfico. Parte 08



A criação da inteligência.

Olá amigos, esse é o penultimo, rsrsrs, mas vamos lá. Em Metropolis, um sábio cientista trabalha na criação de um robô que será a ressurreição da sua amada. Acho que os efeitos são ilários, mas imagino o que foi em 1927! Em O Herói do Ano 2000, e Eu, Robô, robôs concebidos à imagem do homem são produzidos em série para servi-lo. Em Blade Runner, o homem criou os replicant, cyborgs de curta duração dotados para tarefas específicas na arriscada colonização de novos mundos, adoro o final desse filme! Em Matrix, o homem criou cyborgs tão inteligentes e tão poderosos que estes, ao revoltarem­-se contra o próprio criador, vencem­, no Filme Exterminador do Futuro foi criada a Skynet no mesmo contexto.

Em Inteligência Artificial, após a produção de milhares de cyborgs cujas funções se relegam para a servidão ao homem, um cientista cria um menino robô dotado da mais recente novidade tecnológica: a capacidade de amar, como a IA pode amar?

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Medo do apocalipse perante o imaginário cinematográfico. Parte 07



Caos.

Como atmosfera alternativa ao ambiente limpo e organizado proposto atrás, os cyberpunk surgem no seu caos noturno, sujo e ruidoso em Blade Runner, em Estranhos Prazeres, em Matrix, em Mad Max, O Livro de Eli e na resolução de tensões no filme de Steven Spielberg. A visão de um mundo futuro que vive nas trevas e em cidades pouco povoadas é uma proposta inquietante que se constitui como um dos medos previstos no imaginário profético. 
Em O Herói do Ano 2000, Matrix, Mad Max e O Livro de Eli, vivem-se o pós-apocalipse, flagelo originado por uma guerra nuclear que pôs cobro à memória do homem sobre a sua existência passada. As razões são varias, petróleo, religião, IA, guerra-fria, etc.
Em Inteligência Artificial, o apocalipse não poupa qualquer homem, qualquer mulher ou qualquer criança. Alimentando os terríveis medos projetados no cinema profético, o homem contemporâneo mutila, assim, a tímida esperança com tenta animar o imaginário trágico que caracteriza o nosso tempo. Entre a esperança e o medo – a deificação do homem.


A análise dos filmes que constituem referências para esta reflexão, permite identificar a temática da desificação do homem como recorrente no imaginário sobre o futuro.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Medo do apocalipse perante o imaginário cinematográfico. Parte 06


Os regimes totalitários.

Os regimes totalitários constituam sendo mais um dos medos revelados no imaginário trágico do futuro. 

Em Metropolis, Joh Fredersen é o senhor todo poderoso numa sociedade desigual; em O Herói do Ano 2000 a humanidade é governada pelo “Grande Líder” um homem prepotente que realiza a “lavagem cerebral” a todos os seus súbditos; em Matrix, o regime totalitário é o próprio programa informático que mantém a humanidade na escravidão, tomando a máquina o papel de ditador. 



A repetição do passado está presente nos espetáculos imaginários em análise, embora sempre revestida de uma nova contextualização e de uma nova estética. 

Babel repete-se na ambição desmedida do ditador de Metropolis, a escravatura retorna como lógica de organização social em Metropolis, em O Herói do Ano 2000, em Blade Runner, em Matrix e em Inteligência Artificial.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Medo do apocalipse perante o imaginário cinematográfico. Parte 05


A Tecno-ciência

A tecno-ciência constitui­-se como uma espécie de nova escatologia, na esperança de que todas as inquietações da humanidade se resolvam com recurso às suas realizações. A realidade virtual resolve o deficit de experiência humana em Estranhos Prazeres; a genética resolve a doença física e mental em Gattaca; a criogenia e a clonagem resolvem a morte em O Herói do Ano 2000 e em Inteligência Artificial, sendo muito bem explorado em Aeon Flux e em A Ilha. O imaginário do nosso tempo é sem dúvida trágico, mas há ainda quem arrisque animá-lo com uma tímida esperança. Exorcizando velhos medos em novos cenários. 
 
Ao mesmo tempo em que se constitui como nova forma de escatologia, a tecno-ciência aparece neste imaginário como uma terrível ameaça ao agir humano. Uma dessas ameaças é a perda de controlo sobre as realizações da tecnologia, como é subentendido em Matrix. Já em Metropolis se encontrava este medo com avarias simultâneas causadas por uma má manipulação de máquinas que, produzindo fogo e fumo, precipitam o apocalipse. Em O Herói do Ano 2000, novos engenhos substituem o homem nas suas faculdades de comunicação e de aconselhamento, bem como na sua atividade sexual. Todos os seres humanos estão identificados, caracterizados e catalogados num eficiente dispositivo informático em O Herói do Ano 2000 e em Gattaca, vendo assim a sua liberdade de ação seriamente condicionada. As experiências virtuais de Estranhos Prazeres revelam­-se poderosas aliadas da malevolência humana e do crime premeditado. O Homem perde o controle sobre o cyborg, o seu filho dileto, em Metropolis, em Blade Runner e em Inteligência Artificial.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Medo do apocalipse perante o imaginário cinematográfico. Parte 04


Eternização da existência.

A eternização da existência do homem sobre a terra é outra das esperanças projetadas nos espetáculos imaginários em análise. Sobrevivendo ao apocalipse, o homem continua a habitar este planeta, perpetuando a sua existência através dos tempos em o Herói do Ano 2000 e em Matrix

Prevista em toda a saga Exterminador do Futuro, a guerra contra as máquinas é sua principal base de enredo, uma eterna luta contra o extermínio da raça humana



Em Metropolis e em Estranhos Prazeres, o homem consegue dominar o apocalipse através da redenção, colocando-lhe termo antes que este o destrua. 


Menos otimista, são Inteligência Artificial e Mad Max. IA, em sua conclusão, ainda nos mostra um mundo pós-apocalíptico sem vida natural, aonde o conhecimento científico de seres vindos de outro planeta permite um processo de clonagem capaz de trazer de volta uma mulher humana à vida na Terra.  

Blade Runner chega ainda mais longe, ao colocar o Homem na senda da colonização de novos mundos, perpetuando assim a sua existência para além da identidade terrena.

the last of us horse analisy